terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mais uma historia de seringueiro

Coloquei aqui este meu desenho sobre um trecho do Rio Eiru, ja publicado ha tempos, para ilustrar, e dar ao meu visitante uma visão do lugar maravilhoso em que vivi tantos anos de minha vida.  Em uma postagem recente, contei um pouco sobre um seringueiro risonho, muito meu amigo, coisa que era comum a todos eles pois nossa convivencia era harmoniosa, e amiga na mais ampla concepção da palavra. Agora vou falar de um outro, que tinha uma particularidade bem diversa do primeiro, mas nem por isso menos interessante. Vejamos; era um Sr. de meia idade, e que tinha, fama no  rio todo de ser um "homem sabido", embora de verdade  mal assinasse  seu nome. Ele tinha uma maneira toda  formal de cumprimentar as pessoas, e no seu relacionamento  comum era sempre muito sério,e impunha respeito por isto mesmo. Até aí, nada de mais, porém ele buscava ouvir conversas de pessoas mais cultas, e decorava palavras que achava bonitas, e ficava de prontidão para usa-las tão logo pudesse. Assim é que ele se impressionou com a palavra PROBLEMA. Achava lindo quando alguém dizia:-"ora  fulano, isto não é problema. Ou : não tem problema,  isso se resolve etc..  e eu me continha para não  rir, quando o nosso amigo [que nunca aprendeu a dizer PROBLEMA]   sempre que conversava comigo, pagava para contestar algo dizendo em alto e bom som: -ora Sr. Conrado isto não tem PROGRAMA.    Por favor, não interpretem mal o fato de eu contar estas  coisas, estes"CAUSOS", não o faço para debochar nem diminuir ninguém, mas com o simples intuito de dividir com voces fatos que vivi e dos quais, podem crer...sinto saudades.

A Amazônia merece um respeito eo carinho real de todos. Vamos preservar para que nossos filhos e netos possam gozar desta maravilha, que muitos nem valorizam porque estão vivendo nela.

Continua a depredação da Floresta. Infelizmente !

Pessoas dizendo que estão sem casa, ou que querem reforma-las, estão continuamente serrando madeiras  de uma área que minha família preservou  por tantos anos, e esta madeira na realidade é para comercializar, atitude igual a que ocorre com os invasores de terra que alegam não ter onde morar, e esta situação se torna uma empresa de invasões que apenas visam lucro, pois na verdade de cem invasores, talvez nem dez realmente necessitam da terra, A prova está que nenhum membro de minha família fez abate indescriminados como se faz agora.  Nesta região, existiam intocadas várias árvores de uma espécie de Massaranduba, temo que em mais um ano, no processo de desmatamento que está acontecendo, não exista mais uma única árvore. Autoridades veem, sem ver...repetindo o que sempre ocorre nos programas vespertinos das redes de  TV, onde bandidos matam, por motivos futeis, apenas por matar e, não se pode fazer quase nada, geralmente são "menores" que "inocentes" apenas sabem que existe uma IMPUNIDADE que os soltará da prisão, aonde passarão apenas tres anos, quem sabe fazendo um curso de aperfeiçoamente  na escola do crime e da  contravenção.  Aos maiores de idade, a eles é direcionado quase sempre uma equipe de cidadãos da Defesa dos Direitos Humanos.  No entanto, a pobre família que fica muitas vezes sem seu chefe, seus filhos, NUNCA recebe ninguém que vá para tentar ajudar. Êta Brasil !!!!!!!!!!

meus bons tempos de Seringalista.

Lembranças pitorescas do meu tempo de Seringal.                                                                                  O convívio com mais de cento e sescenta famílias de seringueiros no seringal Stª Maria no alto Rio Eiru, me dava a oportunidade de conhecer os mais variados tipo de gente, e esta diversificação trazia consigo um manancial de personalidades bem distintas . Era uma faculdade de Sociologia, quando via certas atitudes, certos pensamentos de pessoas do mesmo nível cultural, mas com suas divergencias naturais a cada ser humano.                                                                                              Tinha  um seringueiro [ainda está vivo e reside  aqui em Eirunepé, no Bairro de Fátima] que ria por quelquer motivo, ou por nenhum, e sempre estava  de bem com a vida. Seu nome: Antonio Padeiro.  Antonio, um moreno de estatura média aos  padrões de nossa região, era um seringueiro de produção regular, e como nao poderia ser diferente; simpático e muito querido por todos.   Quando surgiram os primeiros gravadores vindos para a Zona franca de Manaus , por volta dos anos 66/67, nossa empresa trazia para cá as novidades atraentes que vislumbraram todo o Brasil, haja vista a quantidade de pessoas que chegavam a  Manaus para fazer compras. Bom, comprei um gravador que usava uma fita em dois carreteis, e tinha o aspecto de um rádio  de pilhas, muito usado nos seringais para trazer notícias e os jogos do campeonato carioca. Subindo o Rio, para mais uma viagem de atendimento aos seringueiros do meu seringal, eu passava  pela casa do  bom Antonio que se situava  mais ao menos no meio da viagem entre a Cidade e a sede do Stª Maria. Como eu sabia que ninguem ainda conhecia um gravador, resolvi aprontar uma "pegadinha" com meu amigo, e resolvi parar par que se fizesse  um jantar, e só recomeçariamos a viagem no dia seguinte. A tarde caia, e a noite chegava trazendo o silencio cortado pelos cantos noturnos da selva mas tambem com a conversação entre os tripulantes do barco e as pessoas da casa que sempre queriam notícias da Cidade.  As casas de seringal não usam cadeiras e  é comum as pessoas se sentarem no assoalho, em rodadas para conversar ou para comer. A meu lado, Antonio era sorrindo o tempo todo e sempre eu o instigava com algo engraçado o que aumentava em muito o volume de suas risadas, a seu lado estav eu com o gravador ligado, e afita rodando. Ele olhava , olhava e depois de uma meia hora enfim não conteve sua curiosidade e já para se fazer de ferino observador, apontou para o gravador e querendo fazer pilheria disse: que diabos de rádio é esse? só faz  enrolar uma fita e nunca fala nada?  isto foi dito entre um acesso de riso, contagiante por conta de sua cara que mostrava surpressa e desdém. Depois de mais uns quinze minutos de voltar a fita, eu falei para ele e todos da rodada:  escutem esta rádio nova que eu vou sintonizar. E, quando a conversa que tinha sido gravada, começou a ser reproduzida,e a identificação das vozes e os assuntos recem falados, foi um misto de surpresa e  medo , e só foi contido quando expliquei o que na realidade era o aparelho, e então Antonio disparou em risadas  desta vez incontroláveis, e quando ouvia sua voz e as outras tão familiares, rolava  pelo assoalho de  paxiuba e  apontava para, e o gravador chamando-o de "bixim abusado e fuchiqueiro".  Por muitos dias eu continuei rindo sozinho cada vez que lembrava desta situação tão inusitada, que se valorizava pelo flagrante expontaneo daquele povo simples e amigo.  Se fosse hoje em dia, com certeza sua postagem na Internet seria acessada por milhões de usuários que se divirtiriam muito.  

Estamos na época em que os Quelonios estão colocando nas  praias seus ovos. A perseguição aos ovos e aos próprios quelonios é criminosa. Receio que em mais dez anos estejam Extintos na Amazônia.                                             

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A Cisga

Relatos de costumes de meu povo.  ----- A Cisga é uma maneira de arrastar uma canoa em uma praia por ocasião do Verão, quando o Rio está com pouca água, e se o canoeiro estiver subindo o Rio, lutando contra a correnteza. O Rio Juruá, apesar de ser  um dos mais sinuosos do  Planeta, oferece praias sucessivas e algumas muito longas, por vezes acompanhando duas voltas do rio quase sem interrupção. Geralmente o caboclo que vem remando em uma canoa, trazendo consigo a família ou mesmo uma carga de produtos silvestres, tem que atravessar o Rio a cada volta para aproveitar a parte das praias, onde apesar de ser raso, a correnteza tem um volume menor. Ao chegar á praia, então o proeiro, desembarca, se vierem mais pessoas tambem o farão deixando na canoa apenas um de menor peso que ficará na popa, com um remo para  pilotar, ajudando que a canoa não fique desgovernada, pois a "Cisga", é o nome que se dá ao  ato  de puxar a canoa com uma corda longa que deixe um espaço entre a mesma e a praia de pelo menos seis, sete metros. Nesta distancia, o homem que vier por terra se adianta da canoa, e o que vier pilotando, faz com que ela não se aproxime do raso excescivo mantendo uma velocidade regular.  Geralmente tambem ficam na canoa as crianças pequenas  e uma mulher se estiver trazendo consigo uma criancinha de colo. Nestas excurções sempre são ácompanhados por seus cachorros e é com frequencia que o animal, vez por outra saia em desabalada carreira em perseguição de algum animal selvagem que as pessoas  não  viram, mas que seu faro detectou. Quase sempre então a viagem sofre um atraso pois o dono da  canoa, deixa alguem segurando-a na beira e corre com uma espingarda, no rumo dos latidos e sempre volta com alguma caça.  Vou conseguir fotografar uma canoa nesta situação e breve estarei permitindo a visualização da Cisga.  Tentei saber a origem do nome, mas até o momento não tenho uma informação cosistente.      Este é um fato que está se tornando raro, pois agora existe facilidade de ter um motorzinho para impulsionar a canoa, o que torna desnecessário, estas ação.

Meu telefone [092]94590665, caso você que está sempre conectando meu Blog queira fazer perguntas, ou simplesmente trocar ideias, pode ligar. Estarei sempre pronto para  falar sobre esta região maravilhosa e que a meu ver continua desconhecida.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Uma viagem de memória e de saudades.


Fui surpreendido pela vinda de um grande amigo, de um verdadeiro irmão, o Dr. Amazonino Mendes, figura ilustre, renomado homem público, que nascido nos seringais do Rio Eiru, em um momento de puro sentimentalismo, de saudade materializada, pelo laço inconfundivel dos que sabem amar, largou tudo: seus numerosos afazeres compromissos de  executivo bem sucedido e chegou aqui.{ ainda jovem, foi Prefeito  de  Manaus, e nesta época já tinha se firmado   como um bem sucedido empresário  das, construções civís,. administrando sua empresa a ARCA. Sua trajetória política ainda o levou por tres vezes ao Governo do Estado, Foi senador, voltou a ser Prefeito, e agora neste gesto  de Caboclo Amazonida, vem rever as terras onde  durante tantos anos viveram seus ancestrais.} Foi gratificante  para  mim, excursionar ao lado deste  cara que para mim é um ídolo. Para adentrar o rio Eiru, tivemos que embarcar em um barco regional, e, para avnçar até  onde antigamente foi a sede dos seringais do alto rio, levamos pequenos e velozes barcos, que mesmo com o rio ainda com um bom volume de água, sempre oferecia perigo, tal a quantidade de árvores caidas e submersas em seu curso,  Convidou-me  para  ir em sua companhia no pequeno  "deslizador, ou voadeira", e neste  mesmo barco, um grande amigo seu, Dr. Ronaldo Leite, e ainda dois funcionários, um pilotando o barco. A seu pedido, sentei-me na frente ao lado do piloto e fui orientando a direção e ser seguida, graças a Deus a experiencia, de tantos anos que vivi sempre viajando neste rio,  ainda estava em mim, embora adormecida pelo tempo  ausente,  não batemos nenhuam vez.  Depois de longas e  cansativas horas[ apesar da velocidade do possante barco] chegamos ao porto do que nos anos de 40 e 50 tinha sido a sede do Seringal Sabóia, onde  moravam os avós de Amazonino.  Irreconhecivel até para quem nunca saiu do rio Eiru. Em início da década de 1960 a sede dos Serigais ja estava instalada bem abaixo em um local chamado Sta Maria. Nem este local onde o Pai de amazonino tinha uma bela fazenda de gado, se conhece mais.  Uma coisa me sensibilizou, ví quando chegamos ao porto do antigo local, a emoção balançar a estrutura humana de Amazonino. Senti sua emoção aflorar, e competir em tamanho com as Samaúmas os Atroaris, Pau d'arcos e outros. Me perdi nesta comtemplação muda, de ver o respeito, a ternura e a devoção por aquele pedaço perdido de Floresta onde estava contada sem palavras, em cada folha, em cada árvore uma historia que podia ser vista pela janela aberta da saudade. Notei que disfarçadamente, meu amigo limpou uma lágrima que furtiva, desceu em seu rosto, e admirei aquele homem que tantos combates venceu, que tanta luta enfrentou, ser exposto na fragilidade, ou força dos sentimentos de amor.  Este meu novo desenho, retrata o rio Eiru bem no alto, aonde se divide em dois, com um afuente chamado CIPARÚ de onde descem as  águas  barrentas que escreveram a historia desta Família de homens bons trabalhadores e Honrados. É minha justa homenagem ao companheiro, ao homem, ao amigo e CABOCLO AMAZONINO!

O  retorno.                                                                                                                          

Depois de um periodo conturbado, em que minha vida por culpa de uma pessoa que para mim era importante [a única pessoa, de quem jamais eu esperava, que tivesse vontade de me prejudicar, caluniar, na tentativa de ficar com meus bens materiais] eu sofri momentos inimaginaveis, pressões, e aborrecimentos, aonde a força que me deu sobrevivencia, veio tão somente do fato de ser totalmente inocente.  DEUS, este personagem que acalenta os que tem Fé, os que NELE acreditam, deu-me forças, e conforto espiritual para não tomar uma decisão de reação, que por certo seria JUSTA, mas que me tornaria aí sim; um fora da lei.                                                                                                 Hoje, a própria pessoa que me caluniou, mostrou para toda a população  de minha cidade, quem na realidade é. Mostrou a ausencia de Carater, um comportamento indigno, e enlameou a  propria conduta.  Esperei e continuo esperando e confiando  na Justiça. Nunca fiz nada que pudesse ser reprovado pelo meu  povo. Estou  ainda no aguardo de que se faça justiça ao me reintegrarem a meus bens ou, ao que deles resta..      Mas os momentos vividos e sofridos, me fortaleceram como ser humano, e quero continuar na minha luta de preservação  da  Floresta, de seus habitantes, do meu mundo tão selvagem e tão puro, onde as ações e reações entre seus seres, são apenas frutos do instinto de sobrevivencia, nunca estimulado pela ganancia, pelo mau carater. ou o simples banditismo.    Doi muito mais que a mordida de uma cobra, a traição de quem se gosta.  Perdoem este desabafo, é que dentro deste velho homem, existe um coração que tenta desesperadamente achar que os humanos são melhores que as feras da minha  Selva Amazônica .
       .                                                                                                                                                   Tenho novos desenhos, vou começar a publicar tambem fotos que terão como tema, o dia a  dia de ,nossa gente, explicar o que achar necessário e através das  fotos, quem sabe conseguir convencer pessoas do Planeta todo que ainda é tempo de SALVAR de VERDADE a AMAZÕNIA.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Minha cidade, Eirunepé Am. Brasil

Na realidade, eu nasci em Manaus a Capital do Estado, mas a Minha Cidade, é EIRUNEPÉ, é acidade  onde cresci, onde passei a maior parte da minha infancia, vivenciando a tranquilidade e a pureza de uma Provincia, com suas limitações no que concerna a desenvolvimento, mas que esbanjava qualidade de vida humana, onde todos se gostavam e respeitavam.  Encravada no vale do Rio Juruá, ela se situa estratégicamente um pouco acima da Foz do rio Tarauacá, o maior afluente do Juruá que nasce no estado do Acre, já próximo ao vizinho Peru. O Juruá por merecimento é considerado o rio mais sinuoso do mundo. Visto de dentro de uma aeronave, se tem a impressão que uma imensa e interminavel cobra se contorce e se alonga entre a floresta. Seus afluentes seguem este mesmo ritmo geográfico. Logo acima da Foz do rio Tarauacá, bem perto  da Cidade, fica a Foz do rio Eiru, um rio altamente produtivo em borracha, que por muitas décadas foi o sustentáculo da economia local. Todos os rios da região são de água barrenta, e o Tarauacá, quando sofre os  primeiros "ripiquetes"[primeiras cheias do rio que estava quase seco no verão] fica com sua água tão cheia de detritos de terra que não é possivel ser consumida se antes não deixar decantar  por  uma ou mais horas, a água colhida em um vaso. Apesar da  poluição que já ocorre na região, embora em pequena quantidade, os habitantes locais bebem agua colhida diretamente do rio e sem nenhum trato, e, não tente  falar que  não deve ser feito isto, ou que precisa ferver ou adicionar cloro, porque eles simplesmente vão ignorar suas recomendações, e ainda vão ficar fazendo  zombaria de suas preocupações. Muito Piscosos, neles se encontram uma imensa variedade de espécimes de bons peixes, tais como: Tambaqui, Pirarucu, Surubim, Matrinchã, Cuiu-Cuiu, Pescada, Pacu, Piau, Mandi e outras centenas de espécies que sozinhas encheriam uma página deste texto.É necessário que se diga que os peixes estão sendo exterminados. Uma ação proibitiva existe para algumas espécies e agora no Governo de Dona Dilma ela gentilmente acabou com os poucos postos do IBAMA que era o que ainda refreava a gana de exterminio que existe por aqui.Algumas espécies como o Pirarucu estão proibidos permanentemente, mas qualquer hora que alguém tiver dinheiro pode compra-lo seco em postas que chamam Manta, ou mesmo fresco vendido na rua em carrinhos cobertos. Outras espécies tambem eram fiscalizadas, principalmente na época da desova, mas sempre tem alguém burlando a lei e vendendo o que quer.. Antigamente era comum se ver Tambaquis de Trinta kgs ou mais, agora os que são pescados nos rios e lagos da região dificilmente ultrapassam os quinze quilos.  
CONTINUARÀ em nova POSTAGEM.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Brutalidade humana

SELVAGERIA NOS COSTUMES.                                                                                                           Estive ha poucos dias conversando com um ex-seringueiro meu, e entre as recordações dos bons tempos em que os seringais  eram o sustentáculo da economia, reprisamos tambem nossas aventuras em caça e pesca. Uma coisa eu não consegui esquecer mais, o método brutal e desumano que eles usavam para  matar os peixes-boi que capturavam até a  década de setenta. Para  não  estar tendo trabalho de vigiar o mamifero arpoado, eles cortavam pedaços de galhos de árvores roliços e os entroduziam nas narinas do  animal, para que o mesmo não mais pudesse respirar, e assim morresse sem a necessidade de  corta-lo pois diminuiria o valor comercial do mesmo. Na ápoca  do  desbravamento destas terras, eram muito numerosos nos lagos  e rios e, os avós deste seringueiro deixaram relatos de captura de mais  de cinquenta animais por dia, para retalhar a carne e envia-la para Manaus. Outro  tanto equivalente era pescado o Pirarucu, e ainda tinha, a colheita absurda de  ovos de Tartarugas  nas praias, que remetiam para serem traansformados em manteiga. Vejo ainda hoje a pesca predatória principalmente de Quelonios e a retirada de seus ovos, numa corrida insensata e cruel rumo a extinção destes animais tão dóceis e inofensivos. A cultura  dos caboclos, a falta de uma política séria e esclarecedora permite que continue a matança. Sinto-me impotente para fazer qualquer  coisa em prol deles, só me resta sentir profundameente o mal que estamos cometendo contra a nossa Natureza, e esperar que surjam projetos de criação, organizados planejados e  eficientes para a sobrevivencia destas espécies.

                 Somos os habitantes "inteligentes" e responsáveis pela nossa Natureza terrestre