Vi um documentário na TV, e também lí em uma revista, que os Macacos Acari, tem seu território habitacional em outras regiões da Venezuela, e aqui do Brasil, em cada um destes locais, uma das duas espécies diferentes: a Branca e a Marrom. Nossa região não é mencionada, e quero então avisar, divulgar que aqui, não só temos os Macacos Acaris, como temos as duas espécies de uma só vez. a Fauna brasileira é muito diversificada, e a Amazônia sozinha representa um verdadeiro Continente, com muita variação na Flora e Fauna, que vão variando de rios para rios, tendo cada lugar as vezes espécimes com as mesmas características e seu aspecto físico bem diferente,em tamanho e cores. Muitos outros animais que dizem não existir nesta área, as vezes não foram vistos, por não terem feito uma pesquisa mais profunda, o que iria onerar a missão. Não é culpa dos informantes,é apenas uma falta de conhecimento natural, se levarmos em conta a imensidão de nosso País.
Ecy Monte Conrado
A selva, minha sala de aula; o tempo que viví nos seringais, meu Curso de Amante da Amazônia.
sábado, 14 de abril de 2012
PORAQUÉ o Peixe Elétrico do Rio Eiru
Creio que o Poraqué, embora possa ter outros nomes regionais, exista em todas as regiõs do Brasil, ou na maioria delas. Aqui existem tres tipos conhecidos e comuns, mas temos tambem um espécime raro que dificilmente é visto e que talvez nem seja catalogado nos livros de Biologia. O menor deles, de cor cinza escuro, quase preto é o mais temido pelos caboclos da região que contam ser comum verem ele encostar em uma palmeira de Açai, no época das cheias, e dar choques na árvore para derrubar caroços da fruta. Eles acreditam que, dos tipos comuns, este é o mais poderoso, de mais potencia elétrica. Sempre depois das cheias, podemos encontrar dentro da floresta em áreas de varzea, pequenos poços de até tres metros de circunferencia, que ficam com água, e cheios de peixes de um tipo chamado Tamboatá, que tem como cobertura do corpo anéis de casca sobrepostos, e que chega a medir vinte e cinco centimetros. São muito apreciados por todos da região que que acham sua carne um manjar,e quando encontram um poço destes, eles se reunem para despesca-lo, de onde tiram uma grande quantidade de peixes. Mas para conseguir pescar os peixinhos, os pescadores tem que entrar dentro do buraco [meio metro de profundidade] e com as mãos, ou com auxilio de cestos,pesca-los, devem primeiro matar um casal de Poraqués do tipo vermelho [cresce até um metro e meio] que fica junto com os peixes e, que segundo os caboclos é a causa do poço nunca secar enquanto eles forem vivos. Presenciei um grupo de cinco rapazes do seringal que estavam meio embriagados [não tanto] e que descobriram um destes poços e foram retirar os peixes com as mãos. Foi engraçado, pois os incautos tentaram ignorar os Poraqués que deram choques e causaram uma algazarra. Este tipo vermelho tem um primo um pouco menor, cuja maneira melhor de identificar, é que ele tem a barriga mais clara, quase totalmente branca.Estes espécimes são comuns nos lagos, e é sempre acontece de alguém fisga-los em um anzol, o dificil mesmo, é retira-los, de lá. Geralmente são arrastados pela canoa, com a vara de pescar bem estendida, para ele não tocar na mesma, pois se o fizer dará um choque que pode jogar as pessoas na água. Quando encostam o barco em terra, retiram da água o Poraqué com o auxílio de varas secas. Aqui existe tambem um peixe que chamamos Sarapó, e que ví recentemente em um documentário em um Canal de TV, alguém mostrando-o como um peixe elétrico. Achei engraçado, pois era o mesmo peixe que conhecemos como Sarapó, e posso assegurar que, ele não é elétrico,[ a não ser que os daqui, estejam com os fuziveis queimados]. Na verdade eles servem para fazer isca para pegar Pescada nos lagos, com um tipo de pesca chamada Camurim. Mas deixem que eu conte uma aventura que vivi, pois encontrei um dos PORAQUÉS GIGANTES, do qual sempre eu ouvia falar, mas já acreditava que era mais um mito, uma lenda e não existisse. Sempre me contavam que algumas pessoas tinham visto um enorme Poraqué e que ele mederia mais de quatro metros. Eu ouvia e tinha curiosidade de encontrar um para ver e poder acreditar. Cheguei a oferecer um bom dinheiro para quem me trouxesse um exemplar, isto nunca aconteceu, mas, em uma noite de um mes de Agosto quando o rio estava no limite mínimo de águas, eu estava com dois empregados, pescando perto da casa de um seringueiro que havia emprestado uma canoa. estava com uma "Zagaia" aquele tridente, usado em pescarias, e, com o rio raso era possivel visualisar os peixes que ficam bem na beira para dormir, e fugir de seus predadores naturais. Eu usava uma possante lanterna de pilhas, e nesta pequena curva de uma praia, ví um enorme peixe se mover, não reconheci o que era, indiquei com gestos o local para os remadores, e foquei já bem perto. Notei que era um animal de grande tamanho e roliço, eu estava com a zagaia pronta para desferir o golpe, mas parei ao ver o tamanho, e pensei que era uma cobra Sucuri. Fiquei quieto, eu sabia que ela não atacaria se eu não a agredisse, e o animal se locomovia bem devagar em meu rumo. Com a água clara desta época no rio, finalmente reconheci o formato de um PORAQUÉ. Confesso que fiquei aterrorizado. Ao constatar que realmente era um Poraqué Gigante. Fiz sinal para recuarem a canoa, e mandei [falando bem baixo] que colocassem a canoa de lado para que eles tambem pudessem ver o animal, e eles quase morrem de medo quando o viram. Recuaram a canoa as pressas e saímos rumo ao Batelão que estava no porto do seringueiro. Não deu para ter uma idéia do tamanho exato daquele animal, mas posso garantir que tinha mais de tres metros e era bem grosso. Creio que este especime é muito raro e talvez nem seja conhecido oficialmente. A Amazônia é um mundo perdido, cheio de mistérios ainda não desvendados, e o meu medo, é que quando realmente quiserem estuda-la com seriedade, muita coisa se tenha perdido, extinto pelo descasso que se faz deste Tesouro Biológico.
Ecy Monte Conrado
Ajudem a salvar a Amazônia.Ainda está em tempo de conhecer muitas maravilhas da Flora Fauna.
Ecy Monte Conrado
Ajudem a salvar a Amazônia.Ainda está em tempo de conhecer muitas maravilhas da Flora Fauna.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Agradecimentos
Hoje meu Blog atingiu o número de 1008 visitantes. Quero agradecer a todas as pessoas que visitaram e VISITAM, este Blog, pois ele, apesar de humilde, trás os sonhos deste velho seringalista, de através dele, presta um tributo ao povo da selva, aos heroicos seringueiros e suas famílias. Como está declarado em minha pequena biografia do Blog, sou um Auto-Didata, ex-seringalista que passou mais de trinta anos convivendo e trabalhando com estas pessoas maravilhosas, simples e de costumes as vezes exóticos. Falo sempre e retrato os animais de minha região, esta Arte, adqueri observando seus costumes, sempre que possivel. Os Índios Curinas[Kulinas], foram outra fonte deste aprendizado, com um fraterno relacionamento e um recíproca amizade. Assim, Brasileiros, Norte Americanos, Russos, Alemães, Franceses, Portugueses, Paraguaios,Ingleses,Tailandeses e Ucranianos, saibam que tenho por vocês, um imenso sentimento de gratidão ao visitarem este Blog nascido no seio da floresta Amazônica, para levar informações de um povo bom, puro, humilde e muito cheio de calor humano. O B R I G A D O!!!!!!!!!!!!!!
Ecy Monte Conrado
Ecy Monte Conrado
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Ataque a um bando de macacos Barrigudos
| Gaviao Preto em ação |
Este Gavião de coloração tendente ao negro, com pequenos detalhes brancos, tem o tamanho médio, mas é um eficiente caçador de macacos.Seus alvos prediletos são os Barrigudos [Porque são lentos] e os Gauribas [ Bugios ] que costumam ficar deitados cedo das manhãs,em cima de galhos em volta do líder enquanto ele, lança nos ares seus urros, que são apoiados pelo canto do bando todo. Este canto é ouvido ha grandes distancias, e na época dascheias, ultrapassa os tres quilometros dentro do s Igapós, [a mata submersa].Nestes momentos, estão com a guarda aberta, e de certa forma ficam vulneráveis. Costuma ser visto voando em círculos por sobre o local onde se desloca um bando de macacos. Os caboclos e índios, comem sua carne, e dizem que é mais saborosa que carne de Galinha. Dificilmente ví um deles em áreas de várzea, estão sempre nas terras firmes.
Apelo aos visitantes.
Desejo muito saber a opinião das pessoas que prestigiam meu Blog, seja do Brasil ou de outro Pais. O artista, gosta de saber como as pessoas vêem seu trabalho. Deixem suas impressões, comentários, críticas, quero a cada dia levar mais de meu conhecimento de caboclo amazonense e partilhar com todos vocês. Obrigado.
Ecy Monte Conrado
Ecy Monte Conrado
Ainda na trilha da Saudade.
O povo da região costuma dizer que "o que Deus deixou,o homem não acaba.", eles se referem a extinção de animais,tão apregoada na TV, e nos estudos de Biologia. Claro que nem faz sentido falar barbaridades assim, basta parar para lembrar que, há trinta anos atrás, se comprava Tambaqui, todos os dias no mercado, e os menores oferecidos pesavam mais de vinte quilos. Hoje 90% dos Tambaquis consumidos, são vindos de açudes que pesam em média 2,1/2 quilos. Estas aves que vemos na gravura, que estão assustadas com a presença de um Gavião próximo a elas, são as Ciganas, aves que os Biólogos afirmam, serem ainda parentes dos Dinossauros. Ha quarenta anos atrás, nos lagos próximos a cidade, se encontrava com facilidade,bandos imensos, e mais de um bando por lago. Agora para vê-las, tem que ser distante da Cidade e ter sorte para encontrar um bando, geralmente com uns cinco ou seis indivíduos. Torno a repetir que está passando da hora do Governo Brasileiro, deixar de estar apenas falando em preservação das espécies, e começar a ATUAR de fato. Não será tão custoso fazer uma campanha de esclarecimento ao povo ribeirinho e das pequenas cidades, tais como a nossa. Que se gaste na elaboração de DVD'S,folhetos explicativos e que se inclua no Curriculo Escolar, em forma de matéria didática, aulas de esclarecimento e conscientização, para se conseguir a adesão do povo. O resultante desta ação por certo, sairá por um preço módico se comparado ao grande resultado que obterá.
Ecy Monte Conrado
Preservando os nossos Animais, a nossa Fauna, estamos guardando para as gerações futuras, um tesouro que Deus nos deu. Temos obrigação de saber administrar.
domingo, 8 de abril de 2012
Revendo com saudades.
Já postei este desenho anteriormente, mas hoje reencontrei antigos seringueiros que trabalhavam comigo no rio Eiru, vieram me visitar e tomar um café, e depois de relembrar fatos e o bom tempo que passou, resolvi mostrar este meu trabalho. Eles são pessoas simples e fiquei muito feliz quando, no seu modo puro de falar me perguntaram: onde é que você tirou este "RETRATO"? eles nunca falam foto, só dizem, retratos. Expliquei que esta é uma paisagem fictícia e que a semelhança com locais conhecidos é exclusivamente fruto, da minha imaginação pelo tempo que convivi nos seringais. Eles continuaram a acreditar que é uma foto. Na verdade, é assim em uma "Colocação" de centro. Geralmente um Igarapé estreito, uma casa, e uma velha canoa que permanece mesmo quando o Igarapé seca, para pescar próximo a casa em poços que ficam cheios de peixes, Pacus Mafurás, Piaus, Mandis e outras variedades de peixes pequenos que chamamos: Piaba. Tenho novos desenhos para postagem, sobre animais e tambem focalizando a passagem de um barco Regatão os comerciantes itinerantes da Amazônia. Breve os colocarei para apreciação.
ECY MONTE CONRADO
Recordações, são muitas vezes renascer no passado.
Ecy Monte Conrado
sábado, 7 de abril de 2012
Como era o Sábado de Aleluia até os anos 70, e 80.
Misturar a religião, com costumes pagãos, foi sempre uma constante entre os povos antigos. Na década de 60, quando cheguei em Eirunepé, persistia o costume de enforcar um boneco de palha e com roupas comuns, que lavava o nome de Judas, em alusão ao discípulo de Cristo que o traiu. As pessoas se reuniam cedo da noite, e em passeata saiam pelas ruas da cidade para o local onde seria feito o sacrifício. Após esta cerimonia, onde o judas era apedrejado e enforcado sob gritos de acusações, as famílias, retornavam a suas casas e os rapazes. ficavam na praça até as doze horas quando então iriam "SERRAR" alguém.Era uma crítica a algo que fosse caracteristico de algum habitante antigo, ou mesmo só para zoar com aqueles que ficavam com muita raiva. Ao chegar próximo a casa da vítima, um dos rapazes, com a voz tremula, pedia a mão de uma das filhas solteiras em casamento, outros respondiam pedindo dinheiro para atender ao pedido, e para enfurecer de vez o homem ficavam dizendo que ele tinha muito dinheiro escondido. A cada nova acusação eles serravam uma caixa velha entre os gritos de aprovação da platéia. As vezes falavam acusando, que sabiam de suas"puladas de cerca", e geralmente o dono da casa saia com uma velha espingarda nas mãos e com cartuchos carregados com sal no lugar de chumbo,e atiravam rumo a multidão que se espalhava quando o viam com a arma na maior algazarra. Dificilmente alguém se feria, era um divertimento tradicional, bem provinciano e prestigiado por todos que se divertiam a valer. Em 70, 80 o Judas foi mudando, já existia luz eletrica, e estas incursões nas casas perdeu o sentido. O próprio Judas passou a ter uma conotação política e sua figura era sempre associada a alguma autoridade que não tivesse sendo aprovada pelo povo. Sempre era uma crítica, que ficava sendo comentada por semanas a fio. Hoje em dia a própria Religião perdeu forças de misticismo, e dificilmente se vê em algum Poste de iluminação um Judas pendurado. Era costume tambem usar o Sábado para roubar galinhas que logo eram depenadas e assadas pelos festeiros farristas em companhia de uma boa "pinga", para o bem de todos... Hoje em dia, os larápios da cidade usam o sábado como desculpa para justificar o crime de ROUBAR galinhas alheias.
Ecy Monte Conrado
Tradições, casos, festas, costumes enfim, guardam na saudade, a historia de um povo.
Ecy Monte Conrado
Tradições, casos, festas, costumes enfim, guardam na saudade, a historia de um povo.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
A Semana Santa antiga nos seringais.
Quando cheguei na década de Sescenta, muitos costumes presos a religião ainda eram mantidos com muita rigidez pelos caboclos que tinham um respeito muito especial pelas coisas Divinas. Ninguém, por nenhuma razão do mundo, comeria carne vermelha, durante a semana toda. Nos dias"maiores", quinta e sexta feira Santa, não se comia nada, salvo se a pessoa tivesse menos de sete anos. Não podia brincar, gritar, falar palavrões, namorar,tomar banho, pentear os cabelos, e os mais devotos chegavam ao exagero de nem sair debaixo dos mosqueteiros. Ainda eram pouquissimos os evangélicos, e a Igreja Católica era quem estabelecia as normas de conduta de seus fiéis. Eirunepé naquela época tinha uns quatro mil habitantes na cidade, e a Igreja Matriz, tocava seus sinos para tudo: anunciar a missa matinal, anunciar as doze horas do meio dia, as seis da tarde,casamentos, e até quando morria alguém tinha um badalar diferente e sombrio, para anunciar o falecimento. Era tradição, mas na Semana Santa, esta tradição calava, e, os padres tinham uma caixa de madeira tamanho médio, na qual instalaram um dispositivo que, acionado por uma manivela fazia um barulho semelhante ao de metralhadoras modernas. A molecada toda queria carregar a caixa pelo centro da cidade e em cada esquina, fazer anunciar o horário das misas, novenas, procissão etc. Chamavamos de MATRACA, a engenhoca. Pode ser que,agora seja considerada, ultrapassada, careta, ou algo assim, mas sem saudosismos afirmo que havia mais FÉ, mais AMOR, mais FRATERNIDADE eoutros valores que ruiram com a chegada do progresso. Tempos idos, e agora, rastreados apenas pela saudade de poucos que ainda recordam com nostalgia, o matraquear, caipira daquela caixa, que anunciava uma ligação com o CÉU.
Ecy Monte Conrado
A verdadeira Fé está dentro de cada um de nós. Podemos fingir para os humanos, mas jamais enganaremos a DEUS.
Ecy Monte Conrado
A verdadeira Fé está dentro de cada um de nós. Podemos fingir para os humanos, mas jamais enganaremos a DEUS.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Mais um amigo em nossa casa
Esta ave que usa esta bacia como piscina, é o famoso Jacamim. Fomos a uma viagem para o alto rio Gregório, um importante afluente do nosso Juruá, bem acima de Eirunepé, para fazer um levantamento de poder Produtivo e Socio-Econômico,da região, para a Prefeitura, e depois de viajar cinco dias dentro do rio, já de posse das informações que nos interessava, voltamos. As pessoas nos chamavam, e sempre queriam vender algo ou negociar um pouco de Diesel que usam para colocar nas lamparinas de iluminação. Em uma destas casas, eles tinham um Jacamim, que estavam pensando em matar para comer,. O animal estava preso em uma pequena jaula feita de varas e muito assustado. Perguntei quanto custava uma Galinha das que as pessoas criavam, eles informaram um preço e então fiz uma proposta: eles queriam matar o Jacamim para comer, ele era um animal ainda novo, e não tinha tanta carne, então propus comprar tres galinhas grandes e dar em troca do Jacamim. Foi feito o negócio na hora.Trouxemos ele dentro de uma caixa grande. Quando chegamos em nossa casa, tratamos uns pequenos ferimentos que ele tinha, e o colocamos em um quintal que separamos só para nossas Galinhas. Foi uma confusão,nem os galos o aceitavam como amigo, todos tinham muito medo dele. Ele chegou a fugir do quintal e uns meninos que residem próximos nossa casa, o trouxeram de volta, Recompensamos os garotos e resolvi traze-lo para a parte de um grande quintal onde fica a casa. Dei na mão uma banana para ele comer, tentei acaricia-lo, mas ele estava arredio.Era um Sábado e resolvi que passaria o dia perto dele.Coloquei-o embaixo de uma Goiabeira e ele comeu umas tres frutas, levei-o tangendo[ Até hoje ele não gosta que o segurem ] para perto de uma bacia com água e deixei que ele bebesse.A noite ele voou para um galho alto de uma Mangueira e lá passou a noite. Aos poucos ele foi se adptando, hoje é um grande amigo meu, gosta demais de ser acariciado na cabeça chegando a ficar como que hipnotizado. É valente e nos serve como cão de guarda.Me segue aonde vou no quintal e quando chegam pessoas estranhas para vir a nossa, casa geralmente temos que correr para acudir os estranhos para livra-los de muitas bicadas dolorosas. Sempre que vem estranhos ele canta, e seu canto é um trinado forte e demorado. As noites ele sempre canta na madrugada. Na selva é bonito ouvir um grande bando deles cantar várias vezes durante a noite.. Ele tem um hábito engraçado: quando me vê andando pelo quintal, corre e se deita bem na frente de meus pés, abrindo as asas, por vezes quase chego a atropela-lo, pois ele faz isto sem avisar. Sempre que minha esposa está lavando roupas, tem que separar uma bacia e colocar água para ele se banhar. Toma um longo banho, logo em seguida se deita com as asas abertas na grama para se secar. Quando estou sentado em um banco de madeira na nossa varanda, ele sempre está por perto e pula em cima do banco para ficar a meu lado. Sempre que uma Galinha está de Pintinhos novos, temos que ter cuidado para ele não maltratar a Galinha, pois ele quer dar comida aos Pintinhos e ela pensando que ele quer mata-los não permite o assédio, e então ele fica bravo e se não interferirmos ele pode machucar sério a galinha. Esta situação dura uns tres dias até a Galinha se acostumar e dividir com ele a tarefa de cuidar dos pintos. Cedo da manhã ele desce do galho onde dormiu e vem para perto da porta da cozinha me esperar. Quanto levanto, venho tomar um cafézinho, e ele já me espera para comer uma banana. Vem em casa umas cinco vezes por dia para se alimentar, e nos avisa emitido uns ruidos que já conhecemos até o significado, pois se não nos vê por muito tempo,vem e dá uns gritos engraçados. Ele, bem como nossa Curica, vivem soltos e felizes conosco que os amamos.
Ecy Monte Conrado
O Jacamim,deixa de comer para dar sua comida a pintinhos novos. Seria bom que muitas pessoas seguissem seu exemplo de bondade e respeito ao próximo.
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